quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Borboletas Negras, filme - história de Ingrid Joker



Hoje vi um filme lindo.
Ele se chama "Borboletas Negras"...
Vou tentar escrever todas as sensações que senti nele (clique aqui e leia o poema em vários formatos no meu site de poesias), mas antes vou trazer para cá algo sobre ele e sobre a realidade envolvida pela poetiza em questão, tentarei resgatar alguns personagens, e citar Mandela, que a trouxe à tona em um de seus mais importantes discursos como uma das personagens da ideologia da quebra do Apartheid (política de segregação racial na África).

O que me motivou a pesquisar e ver tal filme?


Leiam abaixo:



“Assisti “Borboletas Negras”. Filme que conta a história de Ingrid Jonker, escritora sul-africana que viveu na época do Apartheid.
Ingrid Jonker é autora do poema “A Criança que foi Assassinada pelos Soldados de Nyanga”.
Esses filmes precisam ser vistos para que as pessoas nunca se esqueçam dos horrores da escravidão, do preconceito, do ódio.
Mandela é um referencial para a história por ter levantado a bandeira de uma África livre, de uma humanidade livre.
É injustificável e irracional qualquer tese de “raça superior”. Não há cidadão de primeira e de segunda classe.
A humanidade fracassou todas as vezes que seres humanos subjugaram seres humanos.”


Gabriel Chalita


Mais uma vez, eu segui as indicações de Chalita e fui beneficiada com um filme sensível e tocante.

Um filme que me tocou como poucos.

Um filme que a personagem central mexeu comigo.

Por quê?


Uma poetiza intensa, que põe o coração e alma para fora em seus versos.

Apaixonada que leva suas paixões ao limite...
Sensível ao que vivia seu país apesar de ser filha de quem era, um parlamentar conservador que era contra os direitos humanos e igualdade entre negros e brancos.







Pode-se encontrar poemas em várias línguas na internet da autora, seguem alguns dos principais links encontrados:


Por tudo isso,  e muitas outras características da personagem central, eu realmente me encantei com esse filme.

Leia mais sobre essa obra prima.


Sinopse:

Ingrid Jonker (Carice von Houten) é uma jovem poeta que encontra a liberdade na escrita. Rejeitada pelo pai, que trabalha no regime do apartheid em plenos anos 60, ela sofre para encontrar uma casa e um amor. O reconhecimento como poeta vem quando Nelson Mandela, em seu primeiro discurso para o parlamento da África do Sul, em 1994, lê seu poema "A Criança que Foi Assassinada pelos Soldados de Nyanga".

Trailer:


Crítica:

Por este filme, Carice Van Houten ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Tribecca, em Nova York, mas apesar de recente (estreou agora em junho na Holanda) só conseguiu encontrar críticas negativas, com muitas restrições ao resultado. O mais interessante é o fato de que a protagonista Ingrid Jonker, era uma poetisa da África do Sul, que teve um poema lido em voz alto, no primeiro parlamento democrático daquele país, em 1991, pelo Nelson Mandela (ouve-se trecho dele ao final).

Borboletas 2 Estreia   <i>Borboletas Negras</i>


Não faltam ondas, pedras, por de sol e, logo no começo, por sinal, a heroína está morrendo afogada nas águas gélidas e agitadas de uma delas, quando é salva justamente por um escritor que virá a ser seu amante (ela está se separando do marido e já tem um bebê, depois terá outro filho).
É daquelas histórias de pessoas infelizes que demonstram sua dor em palavras e poemas, que escrevem até em paredes, mas que têm também uma tendência autodestrutiva. Não há dúvida de que a atriz tem um bom trabalho, ao se apresentar nos últimos cinco anos de sua vida, de 1960 a 65 (ela se suicidou, e não lhe agradavam as injustiças contra os negros).


borbo Estreia   <i>Borboletas Negras</i>
É daquelas histórias de pessoas infelizes que demonstram sua dor em palavras e poemas, que escrevem até em paredes, mas que têm também uma tendência autodestrutiva. Não há dúvida de que a atriz tem um bom trabalho, ao se apresentar nos últimos cinco anos de sua vida, de 1960 a 65 (ela se suicidou, e não lhe agradavam as injustiças contra os negros).

borbo1 Estreia   <i>Borboletas Negras</i>

Os diálogos têm seus momentos, há alguns encontros sexuais, mas nada muito ousado ou memorável. A maior parte da crítica achou o filme entediante, até porque é difícil se identificar ou gostar da heroína, que depois de um certo tempo se torna uma megera, mal explicada, que parece ir enlouquecendo e se destruindo. Não sei se há público para este tipo de filme talvez as mulheres, e definitivamente só para público de arte.